CONTOS DE MELISSA

CONTOS DE MELISSA


Texto publicado em 2005 no portal xiscando.com
Este blog reflete sobre o mundo da propaganda
e produz o que acontece de mais atual no mercado.
Duda Bastos
A propaganda divertida dos estudantes não vai dar muito resultado. Um número bastante razoável de estudantes ingressa – de modo fácil – numa faculdade com o propósito único: curtir a vida desesperadamente. O mesmo desespero os toma por completo diante do fato de egressar num mercado restrito, mal remunerado e exigente. Vamos ao ponto? Pois bem, há certo tempo atrás, a propaganda criativa pertencia a uns poucos malucos de hábitos noturnos, irreverentes e desachados na vida. Arquitetos, artistas plásticos, jornalistas e até alguns economistas se inscreveram na arte de publicar o negócio dos outros. E o faziam, naquela época a peso de dólar. Tempos áureos? Não. A propaganda nunca movimentou tanto dinheiro quanto agora. Mas ao passo que a propaganda cresce os salários e remunerações do valor de serviços diminuem. Isso não é uma progressão aritmética ou geométrica, é, de fato, uma depressão geo-arit-mega-hiper-eça-métrica. A propaganda regionalizada nos pequenos centros amarga resultado ainda pior: muitos cursos, poucas agências, veículos caros e menos ainda coesão operária. Êta povinho desunido esses aventureiros publicitários. Para se ter uma idéia, nossa classe, aqui na Bahia, é vinculada a um sindicato que pertence aos radialistas. Nada contra os amigos radialistas, ótimas pessoas, excelente profissão. Mas é que uma coisa é uma coisa e outra...Rapaz, eu fico preocupado com as falas de alguns alunos iniciantes nas searas propagandistas. Eu espremo, espremo, espremo e, no geral, apenas percebo uma preocupação: nota das avaliações e prazo de entrega dos trabalhos. Isso piorou bastante depois que o universo clueless entrou para a propaganda. Os corredores das faculdades não pertencem mais aos bicho-grilos de butique, roqueiros, neo-filósofos, artistas plásticos, militantes políticos, articuladores e inventivos pertencem à galera do batom, da cópia, dos ambulantes, dos baladeiros, dos sex-appeals que ficam desfilando seus corpos esculpidos de deuses e deusas gregos. Tem aqueles que também são viciados em novas tecnologias e só vivem pra isso, afinal pra que serve tanto recurso no celular senão para que eu ocupe meu tempo. Vejo muita gente com tempo para 2, 3, 4 horas de malhação. Tri-atletas! Ops, será que estão na atividade certa? Vejo estudantes virando noite em baladas, e, nenhuma noite virada confabulando aquela campanha que foi passada como job lá no estágio. Já chegam, geralmente, no estágio com cara de travesseiro, da mesma forma na faculdade. Péssimo. Esses “especialistas” acham ruim o fax. Mas será que sabem fazer algo melhor? Outro dia um conhecido meu saiu da Propeg, estava lá há seis anos. Trabalhava como Diretor de Arte. Até hoje não entende por que o salário dele não aumentou neste período e também porque o tinham dispensado. Perguntei-lhe: “Zé, você sabe o que é ars nova? Sabe quem foi Jean Michel-Basquiat?”. Obviamente o nome dele não é Zé, e muito menos sabia o que significava esta modalidade artística surgida com o Renascimento e esse ícone dionisíaco da Pop Art. Como disse Bruno Tolentino: estamos cheios de inteleco-teco-teleco-tectuais. Sabem a execução de uma quebradeira, mas nenhuma que impressione o chefe, o diretor, o professor. Minhas críticas não são às pessoas, mas ao desleixo e à indiferença. A atividade quase vegetativa em relação à profissão escolhida. Desde minha época de estudante percebo uma coisa: quem manda bem na faculdade, terminar mandando fora dela. Outros assumiram a moda dos cruzeiros e estão a ver navios. Talvez porque ficaram com medo da água e não aprenderam a nadar. Metáforas à parte, ainda dá tempo de não perder o time. Dizer que a propaganda é ruim ou mente é algo tão fácil quanto não trabalhar por realizar a diferença. Ela tem suas perturbações: exige sacadas rápidas, inteligência, bagagem e conhecimento. Mas é uma atividade como poucas que proporciona certas estesias – se não sabe o que significa “estesia” um Houaiss cabe bem agora. Agora, se não sabe o que é um Houaiss, me perdoe, mas desista de ler agora esse texto. E são as relações promovidas pela propaganda que ajudam a fazer o cotidiano das pessoas um lugar mais divertido pra se viver, embora ela traga a sua farsa e mascare a realidade a custa de ideais muito duros. Afinal, tem coisa pior do que desejar algo e não poder ter? Mas, onde está o lugar ao sol, para aqueles que ralam, e ralam muito? Pode tardar mas não falha, há sempre um véu de oportunidade a ser descortinado quando menos se espera – mas este lugar existe apenas para aqueles que tem algo a dizer e a fazer. E nesse estradar vale a pena alimentar o ego e a cabeça. O primeiro para que você acredite em si, o segundo para que você mostre o porquê de se acreditar. Lembre-se que um trabalho braçal faz um estivador e não um formador de opinião. Portanto pare de ficar levando e trazendo recado no estágio, na faculdade, no trabalho. Procure agir, faça de verdade, pense, reflita, leia, não devore apenas o cotidiano do Uol e do Orkut, revire também o mundo dos impressos. Pode ser um outro universo para você, mas existe vida lá. No mais saiba se colocar porque the show must go on, e tão melhor ele será se for feito de verdade. Sem farsas.
[1] Show falsificado!
O Tio da Sukita
A minha Case é sobre a propaganda do refrigerante Sukita que a Brahma pegando carona no sucesso do refrigerante Fanta (produto Coca-cola), lançou a Sukita em 1976, como objetivo de satisfazer o público infanto-juvenil. Sem muito êxito no seu própósito, ela volta ao mercado em 1999, com um visual novo voltada para os jovens e com a capanha do "Tio" e com o Slogan "Quem bebe Sukita não engole qualquer coisa". O sucesso publicitário foi tanto que emplacou o ano de 2000 na boca e na cabeça do povo, tornando o casal publicitário mais popular do mercado publicitário, tendo como atores "O Tio" (Roberto Arduim) e a vizinha adolescente (Michelly Marchri).A campanha foi criada pela agência publicitária Carillo, Pastore, e fez tanto sucesso que originou outros filmes comerciais dando continuidade ao primeiro.
O case de sucesso que escolhi foi o da cerveja Skol, marca pertencente à Ambev.
Com mais de 100 marcas, o mercado brasileiro é o terceiro maior do mundo. Há 10 anos, a Skol detinha a quarta maior participação, com 15% de market share. O projeto de targeting e posicionamento estratégico de marca subsidiou o desenvolvimento do slogan "Desce Redondo", direcionou toda a estratégia de comunicação da marca, campanha, materiais de merchandising, logomarca e embalagens, elevando a marca à posição de liderança do mercado nacional.
A agência F/Nazca Saatchi & Saatchi comemora doze anos da parceria entre as empresas, iniciada em novembro de 1996.
Em dez anos, a Skol passou de terceira colocada no ranking de share de mercado cervejeiro para a liderança, com 32,9 pontos.
É inegável que o varejo no Brasil passa por um momento de transição. As mudanças de comportamento de consuo está atingindo a todas as faixas de consumidores. Indiscriminadamente as novas possibilidades de aquisição de produtos e serviços invadem o dia a dia das pessoas. Existe uma dinâmica em criar necessidades, gostos e possibilidades. As equipes de vendas no varejo parecem atordoadas diante do desafio de enfrentar tecnologias esmagadoras de atendimento e vendas. Uma vendedora em um grande magazine me disse outro dia em um treinamento de vendas no varejo: ...Contornar objeções? Mas como? Contra fatos não tem argumentos! E ela está certa. O Varejo que sempre contornou fatos com argumentos agora precisa aprender a enfrentar “fatos com fatos”. Isso mesmo, contra fatos (internet, cartões, consórcio, juros zero, concorrência...) é preciso criar fatos, diferenciais de atendimento, facilidades, assertividade comercial, interatividade com o Cliente, soluções. Este é o desafio do Varejo no Brasil. Precisamos aprender a criar fatos em nossa dinâmica de atendimento e vendas. E veja bem que a palavra chave aqui é “CRIAR” em um contexto em que novidade vira velharia em uma semana.
Estive visitando uma loja de periferia de um dos maiores grupos de varejo no Brasil, o Gerente cabisbaixo me confidenciou: É Professor, a coisa está mudando demais e a gente está ficano pra tráz. Perguntei o que ele estava fazendo para mudar, ele me respondeu: Esperando pra ver no que isso vai dar! Parece conversa de gente louca não é? Pois é! Louca pra ser engolida pela depressão. Falei um pouco com ele sobre o contexto onde sua empresa estava. Perguntei a ele que tipo de pessoas vivem lá? O que eles gostam de fazer? Onde eles estão? Onde passam suas horas de lazer? Quais os maiores problemas estruturais da região? Como as pessoas geram renda? Quais suas possibilidades de compra? Que tipo de atividades consideram importantes? INTERESSANTE, ele me respondeu com prescisão a cada pergunta e à partir daí criamos um plano de ação para conquistar e cativar clientes. Responda você também estas perguntas e perceba onde sua empresa pode entrar, onde sua empres deve estar, como deve abordar, em que deve participar, que diferença deve fazer... Contextualizar nossa atuação empresarial ainda é o mais eficiente método de trabalho. E sabe porque? Porque tudo pode mudar, mas um coisa não muda: Nós seres humanos seremos sempre atraídos por qualquer pessoa, por qualquer empresa que demonstre estar realmente junto conosco, participando de nossa vida, comungando nossos interesses, falando nossa lingua.
É a isso que chamo: CRIAR FATOS.
Fatos contundentes e práticos combatem fatos igualmente poderosos com muto mais possibilidades de vitória.
Acredito neste novo modelo de gestão empresarial e em especial no varejo tenho percebido um crescimento integral nas empresas que adotam estas práticas.
Enquanto formos GENTE não precisamos temer as máquinas.
Cliente: Drogaria Velanes
Produto/serviço: Convênio Velanes
Peça: Panfleto
Texto:
Convênio Grupos Velanes
As drogarias velanes não se cansa de buscar as melhores soluções para proporcionar mais comodidade e satisfação para você. Além de sempre lhe oferecer lojas bem localizadas, com ótimo atendimento, produtos de alta qualidade a preços baixos e com facilidade de pagamento. Agora você tem mais um grande benefício dos grupos Velaves, seu cartão de convenio, com ele vc poderá dividir suas compras em até 5x sem juros.
Difícil de acreditar? Então venha conferir!
Aluno: Dinarte Neto.
Miguezim de PrincesaSuperado pelo tempo,Ensinando muito mal,Fabricando mil diplomasPara entupir hospital,O doutor da faculdadeBotou, com toda maldade,A culpa no berimbau.IIDisse o doutor NatalinoQue o baiano é um mocó,Sem coragem e inteligência,Preguiçoso de dar dó,Só liga pra carnavalE só toca berimbauPorque tem uma corda só.IIIO sujeito ignoranteNão conhece o berimbau,Que atravessou o mundoCom toda a força ancestral.Na fronteira da emoção,Traz da África a percussãoDa diáspora cultural.IVNem Baden Powel resistiuÀ percussão milenar,Uma corda a encantar seisNa tristeza camaráDe Salvador da Bahia.Quem toca e canta poesiaNa dança sabe lutar.VO doutor, se estudou,Na certa não aprendeu nada:Diz que o som do OlodumNão passa de uma zoadaE a cultura baianaÉ uma penca de bananas,Primitiva e atrasada.VIJimmy Cliffi, Michael Jackson,Paul Simon e o escambauSe renderam ao OlodumCom seu toque genial,Que nasceu no PelourinhoE hoje abre caminhoNo cenário mundial.VIIO baiano é primitivo?Veja só o resultado:Ruy foi o Águia de Haia;Castro Alves, verso-aladoDe poeta condoreiro,E gente do mundo inteiroSe curvou a Jorge Amado.VIIIBethânea, Caetano e Gil,Armandinho, Dodô e Osmar,Gal Costa, Morais Moreira,Batatinha a encantarJoão Gilberto, Bossa NovaNovos Baianos são provaDa grandeza do lugar.IXGlauber, no Cinema Novo;Gregório, velha poesia;Gordurinha, no rojão;Milton, na Geografia;Anísio, na Educação;Dias Gomes, na encenação;João Ubaldo e Adonias.XMenestrel da cantoriaTemos o mestre Elomar,Xangai, Wilson Aragão,Bule-Bule a improvisar,Roberto Mendes violaA chula - semba de Angola,Nosso samba de além-mar.XISe eu fosse citar todosQue merecem citação,Faria um livro de nomesTão grande é a relação.Desculpe, Afrânio Peixoto,Esse doutor é um rotoProcurando promoção!XIICom vergonha do que fez:Insultar toda a Nação,O tal doutor NatalinoPediu exoneraçãoE não encontra ninguém,Nem um nazista do além,Para tomar a lição.XIIIO baiano é pirracento,Mas paga com bem o mal:Dá uma chance a NatalinoLá no Mercado CentralDe ganhar alguns trocadosSegurando o pau dobradoDa corda do berimbau.
Para refletir, afinal a vida é algo muito abrangente, pode se discutir eternamente sobre ela e ainda assim não chegar a uma conclusão.A vida pode realmente te “sacudir”, abalar sua estrutura e pode te fazer, te construir, através de cada acontecimento na sua jornada, ela pode te levar ao limite, te deixar desesperado, em êxtase, paralisado, sem saber o que fazer.E é com o tempo que aprendemos a conhecer a nós mesmos, a contornar as situações que aparecem no caminho, se a vida estiver muito “apimentada”, difícil de engolir, tente tirar um pouco dessa pimenta e guardar de volta do lugar de onde você a pegou, porque às vezes somos nós mesmos quem trazemos essa pimenta para nossas vidas através dos nossos atos.Existem coisas que não entendemos o porque só sabemos que elas estão sempre lá, involuntariamente, por alguma razão. Supondo que um elevador fosse um ser pensante e não apenas um objeto, ele poderia se questionar o porque de seus botões não pararem de ser apertados e o porque de tantas portas que abrem e fecham, aparentemente sem nenhuma razão. A vida é cheia de mistérios e tem tantas coisas muito maiores do que a nossa limitada percepção. Às vezes uma situação que começamos não tem volta e o melhor é ir até o fim, como puxar o fio de um sweater, se já começou a se desfazer não tem muito o que ser feito a não ser observar.Muito do que aprendemos é a base de muita luta, muito esforço, durante nosso caminho, e aquilo que aprendemos queremos passar para as pessoas que queremos bem para tentar fazer dela uma pessoa melhor e não ter que sofrer como nós sofremos, nem tenha que dar cabeçadas para entender e aceitar o próximo.A cautela é importante, dois passos a frente e um atrás, ser observador e não tão apressado pode ser importante, não falar demais, conter as palavras (engasgar) e se recompor, ajeitar o chapéu, antes de seguir adiante.
Às vezes a esperança está quase destruída, rasgada, pelo fato de parecer que nunca alcançamos aquele objetivo, então temos que entrar no ritmo da vida como uma caminhada.O sistema tenta disfarçar a dor das pessoas oprimidas, sufocadas, pisoteadas e tenta mostrar para a sociedade como se tudo estivesse resolvido mas na verdade é uma grande farsa pois cada um sabe da dor que carrega, e com isso tenta nos fazer ignorar o sofrimento alheio e nos sentirmos melhores por não ter tantos problemas como aquelas pessoas.A vida é feita de acontecimentos que são quase esquecidos, como cartas desaparecendo na poeira, é feita de harmonia, de doçura, de confiança no próximo e em si mesmo, temos que estar atentos para não nos deixar levar por idéias e ideais de pessoas que se julgam sábias, detentoras da verdade, porque cada um sabe de sua verdade.E pra você de que tudo isso se trata? Você tem resposta?Hein? Essa é a vida, cada um tem a sua e cada uma extremamente complexa!!!
A tecnologia com a sua convergêngia, tem facilitado a relação das pessoas com informações, notícias de todo o mundo, e mudanças que vem ocorrendo na atualidade. As redes digitais nas suas mais variadas formas, vem facilitando a interação, o acesso e a comunicação dos usuários sejam através de salas de bate-papo, orkut, msn, icq e muitos outros, encurtando a distânciaentre os continentes, fascinando cada dia mais pessoas no mundo todo.